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ideologia e terror

Setembro 7, 2011

por Ben Saphiro, sob o título original ‘When is an Ideology Responsible For Murder’

 

Na semana passada*, um psicótico anti-multiculturalista, anti-imigrantes e anti-marxista chamado Anders Behring Breivik atacou um acampamento de jovens na Noruega. A mídia esquerdista mal esperou os corpos esfriarem para apontar a ideologia do atirador como sua motivação para o ataque. David Neiwert do CrooksandLiars.com afirmou que Breivik endossa as “teorias sobre o ‘Marxismo Cultural’… promovidas por gente como Andrew Breitbart, entre outros.” O The Daily Kos tentou conectar Breivik ao Accuracy in Academia e ao Congresso Mundial de Famílias. O Think Progress culpou Frank Gaffney, do Centro de Políticas de Segurança, a blogger Pamela Geller, a autora Brigitte Gabriel e o escritor anti-islâmico Robert Spencer. Em resumo, foi uma repetição do caso Sarah Palin-Gabby Giffords, apenas maior.

Isso levanta a questão: quando uma ideologia deve ser considerada culpada por assassinatos cometidos pelos seus seguidores?

A resposta mais fácil – quando um seguidor de uma ideologia comete assassinato, a ideologia é responsável – é obviamente a errada. Seguidores de todas as ideologias cometem assassinatos com grande freqüência. Eles podem estar fazendo isso por interpretar mal a ideologia ou por estarem loucos.

Uma resposta mais racional exigiria que uma ideologia preencha dois critérios para ser responsabilizada por um ato específico de violência. Primeiro, a ideologia teria que promover intrinsecamente o tipo de violência em questão e o tipo de violência observado teria que guardar certa semelhança com a violência que é promovida. Isso faz sentido. Se um grupo de pacifistas atira em uma escola, podemos dizer com segurança que eles claramente interpretaram errado o pacifismo. O mesmo não se aplica a neo-nazis com relação a judeus.

Segundo, um grande número de seguidores da ideologia deve apoiar ou patrocinar a forma de violência em questão. Ideologias violentas podem mudar com o tempo – ninguém, por exemplo, exceto Timothy McVeigh, acha que a ideologia da Constituição [americana (N.T.)] seja violenta hoje em dia, apesar da proclamação de Thomas Jefferson sobre a árvore da liberdade e o sangue dos patriotas.

Vamos analisar um caso prático, como teste: o Islã. Não há dúvidas de que os textos sagrados islâmicos promovam violência contra judeus e cristãos. Por exemplo: o Corão proclama “esquartejem os infiéis onde quer que os encontrem, e os capturem, os cerquem, e preparem para emboscar cada um deles.” Com relação a judeus, uma famosa citação da tradição oral islâmica efusivamente declara, “O Dia da Ressurreição não chegará até que os muçulmanos façam guerra contra os judeus e os matem, e até que um judeu, se escondendo atrás de uma pedra e árvore, e a pedra e árvore digam, ‘oh muçulmano, ó servo de Alá, há um judeu atrás de mim, venha e o mate!

Agora, se esses versos e ensinamentos fossem interpretados de uma forma diferente ao longo do tempo – assim como foram alguns versos violentos da Torá e do Novo Testamento, quase universalmente, por judeus e cristãos – não teríamos nenhum problema. Mas o segundo ponto do teste da violência ideológica resulta positivo também aqui. Conforme pesquisas de opinião têm demonstrado, grandes parcelas de muçulmanos apóiam a violência anti-ocidental, e quanto mais religiosos, maior o apóio à violência. Mais de 50 por cento dos jordanianos e libaneses apóiam o grupo terrorista Hezbollah; acima de 40 por cento dos nigerianos e indonésios idem; assim como 30 por cento dos egípcios e 19 por cento dos paquistaneses. Esses números são ainda mais altos, em geral, em relação ao Hamas. Em países como o Irã e territórios controlados pela Autoridade Palestina, os números explodem.

Quando Major Nidal Malik Hassan abre fogo num café cheio de soldados norte-americanos enquanto grita “allahu akhbar!,” não é precipitado perguntar se o Islã é a causa ideológica. A resposta pode estar sujeita a debate, mas é um debate que vale a pena ser travado.

O mesmo não se sustenta com relação ao conservadorismo e Breivik. De fato, nenhum dos critérios do teste de violência ideológica é preenchido aqui. Conservadores não promovem violência política. Oponentes do conservadorismo não conseguiriam encontrar nenhum apoio ao uso da violência no pensamento conservador. Em relação a Breivik, especificamente, a violência que perpetrou não guarda relação nenhuma com o contexto anti-multicultural – ele atirou em crianças norueguesas, não em imigrantes muçulmanos.

Segundo, não há literalmente nenhum apoio a Breivik entre conservadores. A esquerda não consegue encontrar um único conservador que aprove os atos de Breivik. É um contraste considerável em comparação às literalmente centenas de milhões de muçulmanos que apóiam grupos terroristas ao redor do planeta.

Está na hora de deixar de lado o bordão da “incitação à violência”, tão utilizado hoje em dia como desculpa para calar a liberdade de expressão. O mal de Breivik não significa que o conservadorismo o promova ou apóie. Da mesma forma, nem todas as ideologias são iguais – algumas de fato promovem violência. É imperativo que apliquemos o teste da violência ideológica antes de descartar os efeitos da ideologia. Também é necessário que apliquemos o teste da violência ideológica antes de apontar os dedos para agentes políticos e culpá-los por monstruosidades que não têm nada a ver com eles.

*N.T.: o artigo original data de julho

 

Texto original de Ben Saphiro, no Townhall Conservative.

Tradução de Gunnar Thiessen.

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