Skip to content

Destruir o Corão X Destruir muitos Cristãos – O que é pior?

Abril 14, 2011

[originalmente publicado no DEXTRA]

 
Raymond Ibrahim, 8 de abril de 2011
Tradução: DEXTRA
 
 
 
 
 
A agora infame queima do Corão pelo pastor Terry Jones, da Flórida, causou histeria no mundo muçulmano. Só no Afeganistão, cerca de vinte pessoas, incluindo trabalhadores da ONU, foram mortas e decapitadas aos gritos de “Allahu Akbar!” Líderes ocidentais em todo o mundo — incluindo Obama e membros do Congresso — condenaram inequivocamente as ações de Jones (sem se darem ao trabalho de apontar que a liberdade de expressão é uma liberdade cara aos americanos). Muitos estão até responsabilizando Jones diretamente pelas mortes no Afeganistão; Bill O’Reilley diz que ele tem “sangue nas mãos.”

Entretanto, enquanto os líderes ocidentais se apressam em professar seu horror pelo que o americano fez com um livro inanimado, vamos dar uma rápida olhada no que muitos muçulmanos estão fazendo com muitos cristãos vivos e respirando ao redor do mundo muçulmano – sem praticamente nenhuma cobertura na mídia ou condenação ocidental:
Afeganistão: Um convertido muçulmano ao Cristianismo foi preso e, de acordo com as leis sobre a apostasia da Xaria, espera a execução.

Bangladesh: Um cristão foi preso por distribuir Bíblias próximo a muçulmanos. Desde quarta-feira, milhares de muçulmanos têm promovido distúrbios, ferindo dezenas — não por causa de Jones, mas em protesto contra os direitos das mulheres.

Egito: Uma multidão de muçulmanos queimou outra igreja copta e dezenas de casas de cristãos; quando os cristãos protestaram, os militares abriram fogo contra eles enquanto gritavam “Allahu Akbar“, matando nove. Outra multidão cortou a orelha de um cristão “de acordo com a Xaria.”

Etiópia: Muçulmanos em fúria queimaram quase 70 igrejas, matando pelo menos um cristão e desalojando cerca de 10 000. Os cristãos vivendo em regiões de maioria muçulmana estão sendo alertados de que devem se converter ao Islam, abandonar seus lares ou morrer.

Malásia: Autoridades apreenderam e profanaram milhares de Bíblias.

Paquistão: Dois cristãos foram mortos a tiros quando saiam de uma igreja; um cristão cumprindo pena de prisão perpétua por “blasfêmia” morreu em sua cela em meio a suspeitas de assassinato.

Arábia Saudita: Um cristão eritreu foi preso por pregar sua religião para muçulmanos e vai receber a pena de morte; outros missionários continuam a definhar nas prisões sauditas.

Somália e Sudão: Moças cristãs — incluindo uma mãe de quatro crianças — foram recentemente sequestradas, estupradas e mortas por terem aceito o Cristianismo.

É preciso ter em mente que nenhuma destas atrocidades foi executada em retaliação à queima do Corão por Jones; são coisas corriqueiras no mundo muçulmano. Além do mais, a lista acima é só uma amostra rápida e superficial do sofrimento cristão mais recente sob o Islam. Se fosse para incluir a perseguição só dos últimos meses, daria para mencionar o ataque jihadista contra uma igreja em Bagdá, matando 52 cristãos;  a explosão na igreja copta na noite de Ano Novo, matando 21; distúrbios muçulmanos que destruíram várias igrejas na Indonésia, Nigéria e nas Filipinas; a “batida” do Irã às casas de 70 cristãos que celebravam em suas residências; e a rejeição do Kwait — um país que deve sua própria existência aos sacrifícios de guerra americanos — à construção de uma igreja.
 
E ainda há as incontáveis atrocidades que nunca chegam a nenhuma mídia — as histórias de uma persistente e silenciosa miséria que só as vítimas e os cristãos locais conhecem.

Era de se pensar que tudo isto fosse pelo menos tão merecedor da atenção da mídia e da condenação ocidental quanto a queima do Corão. Pior: enquanto apenas Jones é reponsável por seus atos, muitas das mencionadas barbaridades — prender e executar missionários cristãos e apóstatas muçulmanos, destruir ou proibir igrejas, confiscar e profanar não uma mas milhares de Bíblias — são executads pelas mãos de autoridades e governos muçulmanos considerados ‘amigos e aliados’ dos Estados Unidos.
 
Este é o mundo surreal e cada vez mais irracional em que vivemos, onde muçulmanos irados e ocidentais acovardados sentem obsessão pela destruição de um livro enquanto ignoram a destruição de muitas vidas humanas; onde um direito americano garantido e conquistado a duras penas — a liberdade de expressão — recebe grande e irritada condenação dos que têm a função de protegê-la, enquanto que um comportamento assassino e bárbaro — em uma palavra: perverso — é devotamente ignorado.
 
 
 
Anúncios

From → internacional, islam

Deixe um Comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: