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Paranauê, paranauê, paraná…

Março 24, 2011
[artigo originalmente publicado no blog do Reinaldo Azevedo]
 
 
Michelle, as filhas e Marin, a avó: nativos de pernas pro ar e uma baita animação 
Michelle, as filhas e Marin, a avó: nativos de pernas pro ar e uma baita animação

 

Michelle Obama e filhas — a cara de tédio das meninas, às vezes, chegava a ser engraçada — devem imaginar que somos todos como os indianos de Glória Perez (no dia em que elas conhecerem os indianos de Glória Perez): quando não tinham o que fazer, saíam dançando… Assim somos nós, mas em outra arte: é só a gente ter uma folga, lá vem capoeira! As Obaminhas devem estar se perguntando: “Que tanto esses brasileiros ficam de ponta-cabeça e pernas pro ar?”

Como todos sabemos, a capoeira nos une histórica, artística, intelectual e moralmente, não é mesmo? É uma arte difundida nas ruas. Em tudo quanto é canto, rico ou pobre, na Rocinha (Rio) ou no Jardim Europa (SP), brasileiro não resiste àquele batuque e pimba! Tome as palmas da mão plantadas no chão e… pernas para o ar! A gente é assim mesmo!

Certa antropologia pretende que há nisso um atavismo, coisa lá da Mama África, né? Há quem esteja convicto de que Obama, um mestiço, sente nas veias os ecos do tambor!!! As coitadas foram submetidas não a uma, mas a duas sessões de capoeira — uma delas em presença do chefe da família.

Tio Rei já tem 49, o crânio um tanto prejudicado, vocês sabem (dizem os petralhas que o cérebro também), e teme ter uma vertigem em movimentos mais bruscos. Membros dianteiros no chão nem pensar! Tio Rei vai aprender a tocar tambor.

Abaixo, reproduzo o “Abadá da Capoeira”. Se for difícil decorar a letra, leitor, imprima e carregue sempre no bolso. Nunca se sabe quando você será instado a exibir ao “sagaz brichote” (Gregório de Matos) seu certificado de brasilidade. Eu já consegui memorizar um verso ao menos. Já canto “Oô, oô, oô oô oô” sem ler!!!

Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía,
Traz o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Traz o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Traz o nego sinhá (Coro)

Paranauê, (Coro), paranauê paraná
Paranauê, (Coro), paranauê paraná
Paranauê, (Coro), paranauê paraná
Paranauê, (Coro), paranauê paraná

(Coro)
Oô, oô, oô oô oô
Oô, oô, oô oô oô

(Coro)
Oô, oô, oô oô oô
Oô, oô, oô oô oô

Oiá iá iá ía
Foge o nêgo sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía,
Traz o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Traz o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Traz o nego sinhá (Coro)

Paranauê, paranauê paraná
Paranauê, paranauê paraná (Coro)
Paranauê, paranauê paraná

(Coro)
Oô, oô, oô oô oô
Oô, oô, oô oô oô

(Coro)
Oô, oô, oô oô oô
Oô, oô, oô oô oô

(Coro)
Oô, oô, oô oô oô
Oô, oô, oô oô oô

Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía,
Traz o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Traz o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Foge o nego sinhá (Coro)
Oiá iá iá ía
Traz o nego sinhá (Coro)

Paranauê, paranauê paraná
Paranauê, paranauê paraná (Coro)
Paranauê, paranauê paraná
Paranauê, paranauê paraná (Coro)

Paranauê, paranauê paraná
Paranauê, paranauê paraná (Coro)
Paranauê, paranauê paraná
Paranauê, paranauê paraná (Coro)

Por Reinaldo Azevedo

FONTE.

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